Total de visualizações de página

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vida em vitrines.

Lua cheia, noite comum de clima até agradável.
Sentado à frente do vício tecnológico, situação nada estranha, mas incomum por um fato em isolado...
O que passa dentro de mim. Tudo parece a mesmice de todos os dias, mas nós, por dentro, nunca somos os mesmos... independente que seja um dia após o outro. Processo mutativo constante, daria até uma teoria.
Mas o que é o homem senão a sua própria evolução com o passar do tempo?

Hoje vejo dentro de mim, como uma loja de vitrines, tudo o que está realmente tendo valor, tudo o que é dispensável, mas a vida não é como uma loja, não podemos liquidar aquilo que está em abundancia e em baixo consumo dentro de nós. O interessante é, que como vendedores loucos temos que vender o produto, não vender ,mas mostrar o que temos a oferecer, e assim como clientes, são os que nos cercam, se fazem gosto, entram, se não fazem se afastam, e comicamente, se em parte algo interessam, alguns também se mantem por perto pra obter facilidades. Depois dizem que a vida não é capitalista.

Se pudesse, colocava em baixo preço e a venda os itens mais repugnantes, solidão e angústia.
Um item interessante é a saudade, uns pagam um alto preço, outros se desfazem por merrecas, mas o engraçado é que até os que oferecem merrecas por tal, pagam um alto preço depois, sentem a necessidade de sentir, para se completar. Vinculado num pacote multi, a saudade vem de brinde no amor, item caro, mas que como do real pro dolar, perde valor, e é como um ouro tido como latão. Item valioso, de extrema importancia para a formação, mas que por felicidades temporárias muitos tem vendido. vendem, como viciados pra comprar prazeres momentaneos, noites que não voltam, e no fim, como um dependente de drogas, já não há mais nada, e por fim se vai o amor próprio. é...(8) ''O amor virou consorcio compromisso de ninguém!''
Cada um faz da vida o que quer que ela seja, se quiser fazer da sua vida um McDonald's onde tudo o que se tem, é manipulado em laboratório, problema é seu, ou uma La Coste, que mostra que você é como qualquer outra, mas é só uma coisinha por fora, que te faz ser o fodão, no fim, não vale merda, o conteúdo, é o mesmo.

Da minha vida eu sei, prefiro ser uma vitrine sem nome, designação ou slogan, quero ser aquilo que tenho pra oferecer, e não supostamente representar, numa moldura clara e simples, ser tudo aquilo que se vê, e ganhar prestígio pelo conteúdo, e nao pela propaganda.

Um comentário: